sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Downsizing, Reengenharia e Empowerment

Downsizing, que em português significa “achatamento”, é uma técnica conhecida em todo o mundo e que visa a eliminação de processos desnecessários que engessam a empresa e atrapalham a tomada de decisão, com o objetivo de criar uma organização mais eficiente e enxuta possível. Esta técnica exige um alinhamento racionalizado com o planejamento estratégico da empresa e seus objetivos e metas gerais. A curto prazo, este procedimento envolve, invariavelmente, demissões, redução de custos, reestruturação organizacional, achatamento da estrutura da organização etc.
Já em um espaço de tempo maior, o Downsizing contribui para um crescimento sustentado da empresa, facilitando uma expansão de mercado, modernização da empresa e de seus procedimentos, aprimoramento de produtos e serviços e, principalmente, a exclusão da burocracia desnecessária da empresa.
Objetivos do downsizing
  • Redução de custos;
  • Rapidez na tomada de decisão;
  • Resposta mais rápida às ações do concorrente;
  • Comunicação menos distorcida e mais rápida;
  • Criação do foco nas necessidades do cliente, e não nos procedimentos internos;
  • Aumento da produtividade dos gerentes.
reengenharia é um sistema administrativo criado no início da década de 90 por Michael Hammer e James Champy. Ela é muito utilizada para manter as empresas competitivas no mercado, mantendo-as com foco no alcance de objetivos e metas, transformando seus processos e atividades de negócio, através do “rompimento” com costumes obsoletos. Suas primeiras aplicações foram realizadas em empresas dos Estados Unidos.A utilização desta ferramenta de gestão deve sempre primar por repensar e reinventar os procedimentos principais da organização, tais como: serviço prestado ao cliente, desenvolvimento de novos produtos, cultura organizacional, etc.. Com o objetivo claro de aumentar a produtividade, através da redução de custos e do aumento do grau de satisfação do cliente.

empowerment permite aos funcionários da empresa tomarem decisões com base em informações fornecidas pelos gestores, aumentando sua participação e responsabilidade nas atividades da empresa. Geralmente é utilizado em organizações com cultura participativa, que utilizam equipes de trabalho autodirigidas e que compartilham o poder com todos os seus funcionários.
Como dito no início deste artigo, o empowerment está diretamente ligado ao conceito de liderança e, também, cultura organizacional. Uma vez que não se pode criar uma cultura de delegação de poder aos funcionários em uma empresa engessada e burocrática, sem uma estrutura de hábitos e pensamentos preparada para isso. A empresa que pretende se utilizar de uma prática como o empowerment não pode ter uma cultura de tomada de decisões centralizada

Liderança

O termo liderança está relacionado à capacidade de influenciar pessoas, de conduzi-las à realização de um objetivo. A comunicação está no núcleo da liderança e da gestão empresarial, uma vez em que consiste em um relacionamento interpessoal, no qual, através do processo comunicativo os líderes procuram influenciar pessoas a realizarem suas atividades na empresa e a se engajarem na consecução dos objetivos determinados no planejamento estratégico.


TIPOS DE LIDERANÇA



LÍDER AUTOCRÁTICO


  • Toma decisões sem consultar o grupo
  • Não comunica aos membros do grupo os objetivos a atingir
  • Não aceita sugestões
  • Comanda todas as atividades e não colabora com o grupo

Avalia a atividade dos membros sem esclarecer os critérios utilizados


LÍDER PERMISSIVO

  • Não assume a orientação do grupo
  • Só intervém quando solicitado
  • Não toma iniciativas nem decisões
  • Procura não avaliar os elementos do grupo


LÍDER DEMOCRÁTICO

  • Consulta os elementos do grupo sobre a forma como o trabalho deve decorrer
  • O grupo participa nas decisões, contribuindo na definição de estratégias para atingir os objetivos
  • Procura ser rigoroso e justo nas avaliações que faz



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Comportamento Organizacional ( C.O.)

Comportamento Organizacional, Nos trás a importância do desenvolvimento do comportamento humano dentro de uma organização, que busca tratar de forma com exclusividade dos seus indivíduos, grupos e de toda sua estrutura, sobre o comportamento dentro das organizações, para que haja atitudes e motivação, assim promover a melhoria da eficácia organizacional.
Os componentes exercem influências e trazem consigo informação efetiva e normas a serem usadas dentro de uma organização, tratando de trazer reverencias comportamentais entre colaboradores organização, pra que proporcione entendimento dentro da dinâmica organizacional. A definição do Comportamento Organizacional, nos relata as mudanças das organizações, e da importância de novas tecnologias, e do desafio de gerenciar uma organização de um modo inovador e moderno.
  •  Finalidades do C.O 

1.Produtividade: A organização é produtiva no atingimento de seus objetivos, obtendo resultados ao mais baixo custo possível (eficiência e eficácia). Precisamos descobrir quais são os fatores que influenciam a eficiência e a eficácia dos indivíduos, dos grupos e da organização como um todo.
 2.Absenteísmo: O absenteísmo é o não-comparecimento do funcionário ao trabalho. É obviamente difícil para uma organização atingir seus objetivos, se seus colaboradores não comparecem para trabalhar. Os Níveis de absenteísmo acima do normal, em qualquer condição, vão causar um impacto direto sobre a eficiência e a eficácia da organização.
 3.Rotatividade: É a permanente saída e entrada de pessoas da organização, voluntária ou involuntariamente. Um índice muito alto de rotatividade é diretamente proporcional no aumento de custos para recrutamento, seleção e treinamento. Quando a rotatividade exagerada envolve a perda de pessoal valioso, podendo prejudicar a eficiência da organização. 
4.Satisfação com o Trabalho: esta dependente que analisaremos será a satisfação com o trabalho, que podemos conceituar neste momento como a diferença entre as recompensas recebidas de fato pelo funcionário e aquilo que ele acredita merecer.

Psicologia no século XIX: O nascimento da Psicologia Científica

O grande reconhecimento histórico de Wilhelm Wundt deve-se, principalmente, à criação do Laboratório de Psicologia Experimental na Universidade de Leipzig em 1879, a publicação de Princípios de Psicologia Fisiológica em 1873, e pela fundação da primeira revista científica de psicologia, a Philosophische Studien, em 1881.
Para compreender melhor como deu-se a formação da psicologia científica, analisaremos o contexto socio-cultural que proporcionou à Wundt a divulga.
Com a fundação da Universidade de Berlim, em 1809, surge um novo modelo que servirá de exemplo para todas as instituições alemãs de ensino superior. A Faculdade Filosófica que antes era apenas um anexo das faculdades superiores, passou a ser o centro da nova universidade, que se baseava no ideal de uma formação humanista integral. A partir daí o ensino passou a ser vinculado à pesquisa científica. Com essa unificação as instituições de ensino superior alemãs passaram a ser as mais respeitadas do século XIX atraindo milhares de estudantes de todo o mundo. Surge então um grande número de novas universidades alemãs que atendem à enorme demanda estrangeira.

 É neste contexto que a psicologia é institucionalizada pela primeira vez, ao ser decretada disciplina obrigatória na Faculdade Filosófica que formava professores. A psicologia na Alemanha foi primeiramente estudada em relação ao processo de aprendizagem, não havendo aí qualquer vínculo necessário com a realização de pesquisas científicas.
Ainda durante as reformas educacionais, a estimulação da pesquisa científica amplia o interesse em ultrapassar os limites do conhecimento humano, surgindo investigações experimentais da vida psíquica. Foram criados Institutos de Pesquisa que obtiveram grande sucesso nas áreas de Medicina e Filosofia. Estabelece-se então uma nova fisiologia experimental e a expansão de pesquisas sobre a percepçãp sensorial, que viriam a atrais um enorme número de pesquisadores, tornando o cenário cada vez mais propício para o surgimento da psicologia experimental como área independente
A Alemanha tornou-se o ambiente ideal para o desenvolvimento da Psicologia, e posteriormente viria a comportar o primeiro centro internacional de formação de psicólogos na Universidade de Leipzig.Wilhelm, ao fundar o Laboratório de Psicologia Experimental, deu continuidade ao programa de pesquisa que iniciou em Heidelberg e consolidou seu objetivo dando início à uma psicologia científica livre de especulações.
As atividades no laboratório eram divididas entre um curso introdutório para os novatos e a realização das atividades especiais dos membros antigos. Wundt dividia os alunos em grupos conforme o tema de interesse de cada um, e denominava aquele que havia se destacado como o líder, que era responsável por preparar os experimentos e redigir o relato final para a publicação. Para publicar as descobertas realizadas no laboratório, Wundt criou uma revista mensal, a Philosophische Studien.

Psicanálise

Freud  tinha formação em neurologia, mas abandona o laboratório de fisiologia e se dedica à clínica psicanalítica. Ao receber em sua clínica certos pacientes, Freud se defrontou com a falta de instrumental neurológico para responder ao sofrimento deles. Nesses pacientes, a medicina tradicional não reconhecia a existência de uma doença, pois não podiam identificar neles lesões orgânicas, considerando ilegítimo o sofrimento desses sujeitos. Mas Freud lançou-se a ouvir o sofrimento desses pacientes e a tratar seu sintomas como resultado de uma dinâmica psíquica. Freud define como o objeto de estudo da psicanálise o inconsciente, que por definição não pode é um fenômeno positivo (no sentido de que não é dado diretamente à observação) e cria uma técnica de acesso a esse inconsciente. Ele cria uma nova teoria psicológica e a transforma em um método de tratamento, que entra em contato com as experiências subjetivas individualizadas dos sujeitos. A vivência do sujeito é extremamente valorizada nessa teoria, sendo compreendida e ultrapassada no seu sentido aparente, chega-se a uma experiência mais profunda. Outro ponto a ser levado em conta sobre o inconsciente é que ele introduz na dimensão da consciência uma opacidade. Isto indica um modelo no qual a consciência aparece, não como instituidora de significatividade, mas sim como receptora de toda significação desde o inconsciente. Pode-se prever que a mente inconsciente é um outro "eu", e essa é a grande ideia de que temos no inconsciente uma outra personalidade atuante, em conjuntura com a nossa consciência, mas com liberdade de associação e ação.
O modelo psicanalítico da mente considera que a atividade mental é baseada no papel central do inconsciente dinâmico. O contato com a realidade teórica da psicanálise põe em evidência uma multiplicidade de abordagens, com diferentes níveis de abstração, conceituações conflitantes e linguagens distintas. Mas isso deve ser entendido em um contexto histórico cultural e em relação às próprias características do modelo psicanalítico da mente. Como um pesquisador da área médica e da Psicanalise, Freud foi um dos primeiros a usar e a propor o uso da cocaína como um estimulante, bem como analgésico. Ele escreveu vários artigos sobre as qualidades antidepressivas do medicamento e ele foi influenciado por seu amigo e confidente Wilhelm Fliess, que recomendou a cocaína para o tratamento da "neurose nasal reflexa". Fliess operou Freud e o nariz de vários pacientes de Freud que ele acreditava estarem sofrendo do transtorno, incluindo Emma Ecktein, cuja cirurgia foi desastrosa.Freud achava que a cocaína iria funcionar como uma panaceia para muitos transtornos e escreveu um artigo científico bem recebido, "Sobre Coca" (Über Coca, em alemão), explicando as suas virtudes.Devido ao uso de cocaína em suas consultas Freud hoje é muito contestado, se o que seus pacientes diziam eram verdades ou se passavam apenas de alucinações.